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Dom Leomar Brustolin fala sobre desafios da catequese no pós-pandemia

Dom Leomar Brustolin

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O maior evento brasileiro para catequistas começou, nesta sexta-feira (11), no Centro de Eventos do Santuário Nacional de Aparecida. O “Catequistas Brasil 2022” acontecerá até domingo (13) e contará com múltiplas atividades como palestras,

oficinas e shows.

A palestra de abertura do evento ficou a cargo do Arcebispo da Arquidiocese de Santa Maria (RS), Dom Leomar Brustolin.

Após falar para as mais de duas mil pessoas que estavam no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, o católico conversou com exclusividade com o A12 para falar sobre os desafios e expectativas do retorno da catequese ao modelo presencial após longo período de pandemia.

Autor de dezenas de obras que abordam a temática da catequese, Brustolin, além de defender o aprofundamento dos católicos no mundo da fé, disse aos catequistas presentes na arena que muitas famílias não conseguem mais levar as crianças para a catequese.

“Nada substitui o presencial. Lá fora tem um exército do mal, que é o tráfico de drogas, a violência. Nós, catequistas, somos o exército do bem. Não tenhamos medo do novo”, disse durante a palestra.

Andreza Galvão
Andreza Galvão
Dom Leomar Brustolin é autor de dezenas de obras que abordam a temática da catequese


O Bispo ainda falou sobre a importância da catequese para o catolicismo. “A Igreja precisa da catequese para poder entregar às novas gerações o que ela recebeu das antigas. A catequese é a garantia de que o anúncio é perpetuado, de que tudo aquilo que nós recebemos nós não escondemos das futuras gerações. É uma herança necessariamente que exige ser transmitida”, disse Dom Leomar.

Sobre o retorno da catequese no modo presencial após dois anos do modo virtual, Dom Brustolin disse que não existe receitas prontas para a volta do contato das crianças com a comunidade, mas que é necessário superar a superficialidade.

“É preciso escutar mais. Se tem uma dica que eu possa dar é esta escutar mais as crianças para poder ver por onde evangelizar não pressupor nada. O mundo mudou demais e a realidade é bem mais complexa do que nós imaginamos”, disse.

Com a pandemia, as dificuldades surgiram, em alguns momentos o desânimo bateu, tanto para os catequisandos, como para os catequistas. Para Dom Leomar, o caminho para se motivar e superar as dificuldades é abrir o coração para Deus. “Acima de tudo, mostrar que em Jesus Cristo está tudo aquilo que o coração humano inquietamente procura”, finalizou.