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Blog do catequista

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A excelênciar da Eucaristia

O sacrifício do Cristo foi único, perfeito e definitivo, aplacando a Deus eternamente e conquistando a vitória sobre o pecado, sobre a morte e a nossa redenção. A Missa aplica a eficácia, do sacrifício da Cruz, a um momento dado do tempo e ao homem que vive no tempo, renovando-o de forma incruenta. O sacrifício da missa é o mesmo do calvário e a eucaristia do cenáculo celebrada antes da crucificação de Jesus também. 

O sacrifício da Cruz, por tomar a forma sacramental, acrescentou algo: se oferece através da Igreja, vale dizer, por meio dos homens.

DIZ O CATECISMO DO CONCÍLIO DE TRENTO: SESSÃO XXII
Cap. 1. - Da instituição do sacrossanto sacrifício da Missa

938. Já que no Antigo Testamento, segundo testifica o Apóstolo S. Paulo, por causa da fraqueza do sacerdócio levítico não havia perfeição, convinha, por disposição de Deus, Pai da misericórdia, se levantasse outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedec (Gên 14, 18; Sl 109, 4; Heb 7, 11), Nosso Senhor Jesus Cristo, que pudesse consumar (Heb 10, 14) e levar à perfeição todos os que se houvessem de santificar (Heb 10, 14). Assim, este Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo, embora por sua morte se havia de oferecer uma só vez ao Eterno Pai no altar da cruz, para nele obrar a redenção eterna, contudo, já que pela morte não se devia extinguir o seu sacerdócio (Heb 7, 24. 27), na última ceia, na noite em que ia ser entregue, querendo deixar à Igreja, sua amada Esposa, como pede a natureza humana, um sacrifício visível [cân. l] que representasse o sacrifício cruento a realizar uma só vez na Cruz, e para que a sua memória durasse até a consumação dos séculos e a sua salutar virtude fosse aplicada para remissão dos nossos pecados quotidianos, declarando-se sacerdote perpétuo segundo a ordem de Melquisedec (Sl 109, 4), ofereceu a Deus Pai o seu corpo e sangue sob as espécies do pão e do vinho e, sob as mesmas espécies, entregou Corpo e Sangue aos Apóstolos que então constituiu sacerdotes do Novo Testamento para que o recebessem, mandando-lhes, e aos sucessores deles no sacerdócio, que fizessem a mesma oblação: Fazei isto em memória, de mim (Lc 22, 19; l Cor 11, 24), como a Igreja Católica sempre entendeu e ensinou [cân. 2]. E assim, celebrada a antiga Páscoa, que a multidão dos filhos de Israel imolava em memória da saída do Egito (Ex 12, l ss), instituiu a nova Páscoa, imolando-se a si mesmo pela Igreja por mão dos sacerdotes, debaixo de sinais visíveis, em memória do seu trânsito deste mundo para o Pai, quando nos remiu pela efusão do seu sangue e nos tirou do poder das trevas, transferindo-nos ao seu reino (Col l, 13).

Cristo é o 'arché', o princípio através do qual tudo foi feito e que sustenta toda a ordem criada Quando esteve entre os homens, Cristo nunca deixou de estar no céu. E quando Cristo subiu aos céus na sua forma corpórea, continuou com os homens pelo batismo e pela assistência permanente do Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade que tem o Pai e o Filho unidos em todas as Suas operações na terra. Negar que Cristo esteja, realmente, presente no pão e no vinho, é negar a onipotência divina! Se o pão é apenas pão, Deus, em Cristo, instituiu uma fantasia, fez um teatro! Não há, portanto, como negar a real-presença e o sacrifício incruento do Cristo na eucaristia -- alimento espiritual, ato de adoração a Deus, que Ele mesmo instituiu e participou, antes e depois da Sua crucificação, sacrifício perfeito, definitivo e eterno, que supera todos os sacrifícios anteriores.

São João e as expressões de Jesus Cristo:

"Eu sou o pão da vida; vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo, que desci do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo" (Jô 6, 48-52). "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. O que comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna. Porque a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue, fica em mim e eu nele. O que me come... viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu... O que come este pão, viverá eternamente!" (Jô 6, 54 - 59).

A MISSA – EUCARISTIA

Com a missa o mesmo sacrifício de Cristo no calvário recebe uma nova aplicação de sua eficácia; trata-se do mesmo e eterno sacrifício, atualizado em cada contexto do tempo e do espaço pela Igreja. Não há novos méritos em acréscimo ao sacrifício original, mas há crescimento da graça para quem o recebe e para toda a Igreja. Antes do martírio, Jesus celebrou a eucaristia, no Cenáculo; e depois do seu sacrifício, ressurreição e morte, celebrou a eucaristia novamente. O sacrifício da missa é um sacrifício incruento, será realizado até a consumação dos tempos conforme as profecias. O sacrifício derradeiro atualizado pelos sacerdotes da Igreja em cada momento da história e em cada região do mundo é diferente do sacrifício imperfeito do Antigo Testamento como diz Paulo na Epístola aos Hebreus. O Apóstolo contrapõe aos sacrifícios antigos, inferiores e ineficazes, o Sacrifício de Cristo, que penetrou o céu (Hebr. 9,v.11) com seu sangue (v.12) e nos purificou do pecado (v.14), tornando-se o Mediador da Nova Aliança (v.15). Podemos, nós, os batizados e remidos, crescer na justiça, na graça, na caridade e na santidade, com o recebimento dos sacramentos.

A Excelência da Eucaristia
A excelência da Eucaristia sobre os outros sacramentos , segundo o Catecismo do Concilio de Trento Cap. 3.

876. A Santíssima Eucaristia tem de comum com os demais sacramentos o ser o símbolo de uma coisa sagrada e a forma visível da graça invisível. A sua excelência e singularidade está em que os outros sacramentos só têm a virtude de santificar, quando alguém faz uso deles, ao passo que na Eucaristia está o próprio autor da santidade, antes de qualquer uso [cân. 4]. Pois, não haviam ainda os Apóstolos recebido das mãos do Senhor a Eucaristia (Mt 26, 26; Mc 14, 22), quando ele afirmava ser na verdade o seu corpo aquilo que lhes dava. Foi também sempre esta a fé na Igreja de Deus: que logo depois da consagração estão o verdadeiro corpo de Nosso Senhor e seu verdadeiro sangue conjuntamente com sua alma e sua divindade, sob as espécies de pão e de vinho, isto é, seu corpo sob a espécie de pão e seu sangue sob a espécie de vinho, por força das palavras mesmas; mas o mesmo corpo também [está] sob a espécie de vinho, e o sangue sob a espécie de pão, e a alma sob uma e outra, por força daquela natural conexão e concomitância, com que as partes de Cristo Nosso Senhor, que já ressuscitou dos mortos para nunca mais morrer (Rom 6, 9), estão unidas entre si; e a divindade por causa daquela sua admirável união hipoestática com o corpo e a alma [cân. l e3]. Assim, é bem verdade que tanto uma como outra espécie contêm tanto quanto as duas espécies juntas. Pois o Cristo todo inteiro está sob a espécie de pão e sob a mínima parte desta espécie, bem como sob a espécie de vinho e sob qualquer das partes desta espécie.

Diz o Catecismo da Igreja Católica 1993:

"O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: é uma só e a mesma vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério dos sacerdotes, que se ofereceu a si mesmo na cruz. Apenas a maneira de oferecer difere': 'Neste divino sacrifício que se realiza na Missa, este mesmo Cristo, que se ofereceu a si mesmo uma vez de maneira cruenta no altar da cruz, está contido e é imolado de maneira incruenta." (idem, DS1743, in CIC 1367).

A REAL - PRESENÇA EUCARÍSTICA

Por real concomitância em cada partícula do pão consagrado está presente o sangue do Cristo. E, em cada partícula do sangue de Cristo, por real concontância, está presente o Seu corpo. Em ambas as espécies estão presentes, portanto,o corpo e o sangue,a divindade e a humanidade do Cristo. Mesmo comungando em uma única espécie, recebemos o corpo e o sangue do Cristo. Os padres e seus auxiliares na Missa podem comungar em ambas as espécies. Só podemos comungar uma única vez ao dia. A eucaristia pode ser levada aos doentes e incapacitados que não participem da missa. A eucaristia é um sacramento e é também, um sacrifício real, porém incruento, contrariamente ao que afirmam os protestantes. Os protestantes negam a real-presença e/ou o sacrifício renovado! Os luteranos afirmam a real-presença eucarística mas negam o sacrifício real, os calvinistas negam ambas a as verdades de fé do catolicismo.

O Cristo está verdadeiramente presente de forma incruenta nas espécies consagradas.

Com a eucaristia não há novos méritos a serem acrescentados ao sacrifício perfeito e definitivo do Cristo cujos efeitos foram transmitidos a todos que o acolhem em todos os tempos , ocorre , sim , uma nova aplicação da eficácia do mesmo sacrifício , uma transmissão da graça para o aumento da nossa justiça e da nossa caridade , prolongando o sacerdócio do Cristo.

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A Igreja particular e a paróquia

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