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Os Atos dos Apóstolos mostram como ele tomava a dianteira logo nos primeiros tempos da Igreja
- no dia de Pentecostes, no pórtico de Salomão (At 3,12-26 - ) , diante do tribunal judeu - At 4,8-12, no caso de Ananias e Safira ( At 5,1-11 ) , ao receber o primeiro pagão Cornélio , no seio da Igreja (At 10,1-48), ao pregar na Samaria (At 9,32-43) .

No ano de 42 é aprisionado em Jerusalém e, uma vez solto "retira-se para outro lugar" - cfe At 12,17 . Para onde terá ido ? - Uma tradição em voga do século 4 em diante refere que Pedro morou 25 anos em Roma ou seja, de 42 a 67.

Quem aceita essa versão dirá que Pedro passou logo - de Jerusalém para Roma. Acontece, porém, que Pedro é tido como fundador da Sé Episcopal de Antioquia, na Síria - é certo que esteve presente ao Concílio de Jerusalém em 49.

OS APÓSTOLOS E O CRESCIMENTO DA IGREJA Em Mt 16,16-19 e Jo 21,15- 17 - Pedro é constituído fundamento visível da Igreja. Os Atos dos Apóstolos mostram como ele tomava a dianteira logo nos primeiros tempos da Igreja - no dia de Pentecostes, no pórtico de Salomão (At 3,12-26 - ) , diante do tribunal judeu - At 4,8-12, no caso de Ananias e Safira ( At 5,1-11 ) , ao receber o primeiro pagão Cornélio , no seio da Igreja (At 10,1-48), ao pregar na Samaria (At 9,32-43) . No ano de 42 é aprisionado em Jerusalém e, uma vez solto "retira-se para outro lugar" - cfe At 12,17 . Para onde terá ido ? - Uma tradição em voga do século 4 em diante refere que Pedro morou 25 anos em Roma ou seja, de 42 a 67. Quem aceita essa versão dirá que Pedro passou logo - de Jerusalém para Roma. Acontece, porém, que Pedro é tido como fundador da Sé Episcopal de Antioquia, na Síria - é certo que esteve presente ao Concílio de Jerusalém em 49. Clemente de Alexandria (t 215) narra que S. Marcos, intérprete de Pedro, redigiu por escrito a pregação de Pedro a pedido de seus ouvintes romanos. O Apóstolo São Pedro Sabe-se que São Pedro foi por Jesus constituído fundamento visível da Igreja (cf. Mt 16,16-19; Jo 21,15-17). 


Os Atos dos Apóstolos mostram como este Apóstolo tomava a dianteira logo nos primeiros tempos da Igreja: no dia de Pentecostes (At 2,14-40), no pórtico de Salomão (At 3,12-26), diante do tribunal judeu (At 4,8-12), no caso de Ananias e Safira (At 5,1-11), ao receber o primeiro pagão, Cornélio, na Igreja (At 10, 1-48), ao pregar na Samaria (At 9,32-43). No ano de 42, é aprisionado em Jerusalém e, uma vez solto, "retira-se para outro lugar" (At 12,17). Para onde terá ido? Uma tradição em voga do século IV em diante refere que Pedro morou 25 anos em Roma ou seja de 42 a 67 Quem tem isso como verdadeiro - dirá que Pedro passou logo de Jerusalém para Roma. Acontece, porém que Pedro é tido como fundador da sé episcopal de Antioquia na Síria; é certo que esteve presente ao concílio de Jerusalém em 49 (cf. At 15,7-11); pouco depois estava em Antioquia (cf . GI 2,11-14). Estes dados levam a dizer que, se Pedro passou para Roma em 42, não permaneceu ininterruptamente nesta cidade.
 
É certo, porém, _que S. Pedro pregou em Roma, exercendo a plenitude dos poderes apostólicos, e ali sofreu o martírio, provavelmente crucificado de cabeça para baixo no ano de 67. Esta tese está bem documentada pela tradição, como se depreende pelos seguintes testemunhos : Em I Pd 5,13, o autor (S. Pedro) fala em nome dos cristãos da Babilônia, onde reside. Ora Babilônia é a Roma pagã do séc. 1 d.C. (cf. Ap 18,2s). S. Clemente de Roma, por volta de 96, - (Clemente é tido como o terceiro papa na Cátedra de Roma - ( papa e mártir) cfe narra Sto Irineu em 180 Dc. Clemente, em sua carta aos Coríntios, refere-se a Pedro e Paulo, que lutaram até a morte e deram testemunho diante dos poderosos; supõe que ambos tenham morrido em Roma. S. lnácio de Antioquia (falecido em 107) escreve aos romanos nestes termos: "Eu não vos ordeno como Pedro e Paulo". Visto que não existe carta de Pedro aos romanos, admite-se o relacionamento oral de Pedro com a comunidade.
 
Clemente de Alexandria (falecido em 215) narra que S. Marcos - intérprete de Pedro, redigiu por escrito a pregação de Pedro a pedido de seus ouvintes romanos (cf. Eusébio, História Eclesiástica 11 15; VI 14). S. lrineu de Lião, por volta de 180-190, atribui a fundação da comunidade de Roma aos apóstolos Pedro e Paulo e apresenta um catálogo dos bispos de Roma desde Pedro até sua época (Contra as heresias 11 3,2.3). Em conseqüência, afirma que, para guardar a autêntica tradição apostólica, é preciso concordar com a doutrina da Igreja de Roma. O presbítero romano Gaio, por cerca de 200, atesta que, ainda nos seus tempos, se podiam mostrar em Roma os troféus (tropaia), isto é, os túmulos dos dois apóstolos - o de Pedro na colina do Vaticano , e o de Paulo na Via Ostiense (Eusébio, 11 25). As escavações realizadas debaixo da basílica de S. Pedro confirmaram, em nosso século, tal tradição. Com efeito: verificou-se que a Basílica foi construída pelo imperador Constantino em 324 por cima de um cemitério e sobre um terreno que corria em declínio, de 11 metros de altura de Norte a Sul; isto exigiu a colocação de uma laje sustentada por pilastras de 5m , 7m e 9 metros de altura, a fim de se estabelecerem sobre tal laje os fundamentos do edifício. Ora uma construção em tais condições só pode ser explicada pelo fato de que Constantino e os cristãos tinham a certeza de estar construindo sobre o túmulo de São Pedro.
 
Ademais os arqueólogos encontraram na camada mais profunda das escavações ossos de quase metade de um indivíduo só, robusto, de uns 60-70 anos de idade, muito mais provavelmente homem do que mulher, inscrições em grafito postas nas proximidades rezavam: "Pedro está aqui" ou "Salve, Apóstolo" ou "Cristo Pedro". Em 258 o Imperador Valeriano, perseguindo os cristãos, proibiu que estes se reunissem nos seus cemitérios dentro da cidade de Roma para celebrar a memória dos mártires. Em conseqüência, os cristãos levaram as relíquias de São Pedro para as catacumbas de São Sebastião na Via Ápia, e, uma vez passada a era das perseguições, as trouxeram de volta ao Vaticano. A FIGURA DE PEDRO O Dic de Teologia "Bauer" - vol II - pág 851 , informa que: "Os mais antigos testemunhos - dão em favor de Pedro - uma posição de precedência - ver Gal 1,18 (Paulo se desloca e vai até Jerusalém para encontrar Pedro ). Pedro - a Rocha - era por esse tempo - 37 DC claramente o homem decisivo em Jerusalém e assim - da Igreja - Lucas 22,32 - aqui Cristo informa que orou por Pedro - para que a sua fé não vacile. "Conforta teus irmãos" - diz-lhe Jesus. Confortar é um verbo que significa dar forças a , fortificar; - prover - providenciar - aliviar - consolar - animar
- Por quanto tempo a Igreja nascente necessitará do exercício dessa função
- salvadora de Pedro? De um Pedro em carne e osso e que ademais havia negado Jesus ? Que diferença entre Pedro e Judas. Os dois "negam" Jesus, todavia, só Pedro volta atrás e Judas permanece intransigente. "Simão tu me amas? " Ao proceder assim Cristo restabelece a negativa de Pedro Nome original de Pedro - Simão - nome grego que equivale ao semítico Simeão. Jesus lhe dá o nome de Kepha - em aramaíco - o mesmo que Cefas - nome pelo qual o apóstolo Paulo em Gal 2,7-8- reconhece Pedro como Kepha".
 
O APÓSTOLO PAULO A São Paulo tocou um papel de importância enorme na história do Cristianismo nascente. Judeu da Diáspora ou de Tarso (Cilícia), aos 15,anos de idade foi enviado para Jerusalém - e iniciado por Gamaliel nas Sagradas Escrituras e nas tradições rabínicas. Era autêntico fariseu, quando Cristo o chamou a trabalhar em prol do Evangelho por volta do ano 33 (cf. At 9,19). Realizou três grandes viagens missionárias em terras pagãs, fundando várias comunidades cristãs na Ásia Menor e na Grécia. São Paulo não impunha aos pagãos nem a circuncisão nem as obrigações da lei de Moisés, mas concedia-lhes logo o Batismo depois de evangelizados. Ora isto causou sérias apreensões a uma facção de judeo-cristãos chamados "judaizantes"; queriam que os gentios abraçassem a Lei de Moisés e o Evangelho, como se este não bastasse. levantaram, pois, certa celeuma contra Paulo.
 
UM TIPO DE CONCÍLIO "DOMÉSTICO" A fim de resolver a questão, os Apóstolos que estavam em Jerusalém, se reuniram com Paulo e alguns discípulos no ano de 49, como refere S. Lucas em At 15: a assembléia houve por bem não impor aos gentios a Lei de Moisés, mas pediu que em Antioquia, na Síria e na Cilícia os étnico-cristãos observassem quatro cláusulas destinadas a garantir a paz das respectivas comunidades (que contavam numerosos judeo-cristãos): abster-se de carnes imoladas aos ídolos , de sangue, de carnes sufocadas (cujo sangue não tivesse sido eliminado) e de uniões ilegítimas. Essas cláusulas tinham caráter provisório, e visavam a não ferir a consciência dos judeo-cristãos , que tinham horror aos ídolos, ao consumo de sangue e à fornicação. Estava assim teoricamente resolvida a problemática levantada pelos judaizantes; na prática, porém, estes não se tranqüilizaram e procuraram destruir a obra apostólica de S. Paulo, caluniando- o corno impostor e oportunista; Paulo, diziam, queria facilitar o acesso dos pagãos ao Cristianismo para ganhar a simpatia dos mesmos, já que não tinha a autoridade dos outros Apóstolos; não acompanhara o Senhor Jesus, mas era discípulo dos Apóstolos; alegavam também que, se Paulo queria viver do trabalho de suas mãos e não da obra de evangelização (cf. I Cor 9,15-18; -I Ts 2,9), ele o fazia por reconhecer que não era Apóstolo como os demais e não tinha o direito de ser sustentado pelas comunidades dos fiéis. São Paulo sofreu horrivelmente por causa dessas falsas acusações (cf. 2Cor 11,21-32), mas não se abateu, pregando intrepidamente a liberdade dos cristãos frente à lei de Moisés. E por que tanto insistiu nisto?
 
Eis a resposta paulina: Deus chamou Abraão gratuitamente ou sem méritos de Abraão, e prometeu-lhe a bênção do Messias . Abraão acreditou nesta Palavra do Senhor, e tornou-se justo ou amigo de Deus por causa da sua fé; é certo, porém, que esta fé não foi inerte, mas traduziu-se em obediência incondicional a todas as ordens do Senhor. Ora, o modelo de Abraão é válido para todos os homens, anteriores e posteriores a Cristo; ninguém é justificado ou feito amigo de Deus porque o mereça, mas porque Deus tem a iniciativa de perdoar os pecados de sua criatura; esta - acredita no perdão de Deus e exprime sua fé em obras boas. Sobre este pano de fundo a lei de Moisés foi dada ao povo de Israel a título provisório e pedagógico.- ela propunha preceitos santos que o israelita não conseguia cumprir, vitima da desordem do pecado existente dentro de todo homem. Assim a Lei tinha o papel de mostrar à criatura que ela por si só é incapaz de praticar o bem e de fazer boas obras - ela precisa da graça de Deus, ... graça que o Messias devia trazer. Desta maneira (dura e paradoxal) a lei preparava Israel para receber o Salvador: aguçava a consciência do pecado, tirava qualquer ilusão de auto-suficiência e provocava o desejo do dom gratuito de Deus prometido a Abraão.
 
A intuição desta verdade ou do grande desígnio de Deus na história da salvação se deve ao gênio de São Paulo, que assim evitou que o Cristianismo se tornasse uma seita judaica, filiada à lei de Moisés, e preservou a autenticidade cristã - A Lei de Moisés era um elemento meramente provisório e preparatório para a vinda de Jesus. Quanto ao fato de não querer viver do seu trabalho de evangelização, e com as mãos, ganhando seu pão, São Paulo o justificava, dizendo que evangelizar para ele não era meritório (como era meritório para os demais Apóstolos); Cristo o tinha de tal modo cativado que ele não podia deixar de pregar a Boa-Nova ("ai de mim, se eu não evangelizar!", l Cor 9,16); por isto devia fazer algo mais para oferecer ao Senhor Deus. - Ademais São Paulo fazia questão de dizer que não era discípulo dos Apóstolos, mas fora instruído e instituído diretamente por Deus (cf. GI 1,1).
 
A expansão do Cristianismo nascente Sem demora, a pregação do Evangelho ultrapassou os limites do país de Israel e entrou em território pagão. Em Antioquia, capital da Síria, fundou-se uma comunidade muito próspera, que se tornou um centro de irradiação missionário para o mundo helenista. Foi lá que pela primeira vez os Galileus (At 1,11) ou Nazarenos (At 24,5) receberam o nome de cristãos (em grego, christianoi); cf. At 11,26. Em Roma o Cristianismo deve ter-se originado por obra de judeus residentes naquela cidade que haviam peregrinado a Jerusalém por ocasião do primeiro Pentecostes cristão (cf. At 2,10); tendo abraçado a fé naquele dia, regressaram a Roma e lá transmitiram a Boa-Nova aos seus compatriotas da Diáspora. S. Pedro e S. Paulo devem ter encontrado a comunidade já estruturada quando chegaram a Roma. Tácito refere que Nero em 64 mandou executar uma multitudo ingens (enorme multidão) de cristãos. Que este ensino ajude-nos a conhecer cada mais a história da Igreja, sonho de Deus, implantada por JESUS Mário Eugênio Nogueira Irmão Aliança da Comunidade Anuncia

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